24/11/2009
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Assessoria de Imprensa
Tendências de consumo são traçadas pela Macroplan. O envelhecimento da população, a valorização da qualidade de vida, o consumo precoce e o aumento do poder de compra das classes de baixa renda são fatores que irão determinar o mercado consumidor do país nos próximos 20 anos. Adicionalmente, a população consumidora se mostrará cada vez mais exigente e responsável do ponto de vista socioambiental até 2025. Selos de certificação e de garantia, uma exigência antes exclusiva dos consumidores dos países mais ricos, passarão a ser mais cobrados também pelos brasileiros. Essa convergência do mercado fica evidente em um estudo elaborado pela Macroplan sobre as tendências de consumo no Brasil nos próximos anos. O trabalho revela que as empresas irão se defrontar com mudanças no perfil de consumo de seus potenciais clientes e indica como os produtores de bens e serviços terão que se adaptar às novas exigências dos consumidores para se manterem competitivos. "Esse mapeamento permitirá às empresas fazerem um investimento na expansão de seus negócios observando as principais tendências de consumo, alinhadas aos cenários da Macroplan", afirma Glaucio Neves, diretor da Macroplan e coordenador do estudo. Segundo o consultor da Macroplan Rodrigo Ventura, neste novo cenário aumentará consideravelmente o valor de tecnologias que darão acesso a informações em tempo real da história, aplicação, localização e os processos aos quais o produto está relacionado. "A rastreabilidade de produtos e processos produtivos permitirá adequá-los às normas de qualidade exigidos pelo consumidor", ressalta. A valorização da saúde nas decisões de consumo e o aumento da demanda por produtos e serviços orientados a uma vida saudável também vão direcionar cada vez mais o mercado. Esta tendência já se comprova com a expansão acelerada do setor de alimentação saudável, o qual registrou um crescimento de 870% nos últimos 10 anos. No setor de serviços, seguem esse mesmo crescimento as academias, SPAs e clínicas de estética. Também tende a ficar mais fortalecido no Brasil o consumo de produtos voltados para a vida prática , que facilitam as tarefas domésticas, sobretudo de pessoas que vivem sozinhas, um população que somará 12 milhões nos próximos seis anos, segundo o IBGE. Outro fator a ser observado pelas empresas nos próximos anos é o consumo on line. Em 2001 o faturamento anual do varejo on line no Brasil foi de 0,54 bilhões, enquanto em 2009 a previsão é que seja de 10 bilhões. Segundo o estudo da Macroplan, em 2025 o consumo pela Internet predominará nas faixas de renda mais alta e seguirá em crescimento.