28/09/2009
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Assessoria de Imprensa
A Agência Espacial Brasileira (AEB) quer dotar o setor espacial de uma nova visão estratégica, construída de forma compartilhada com os principais parceiros da instituição e focalizada na solução de problemas que afetam o setor, assim como na geração de oportunidades de negócio. As estratégias de longo prazo do novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o horizonte 2030 serão formuladas com o apoio da Macroplan.
O processo de revisão do PNAE envolve mapear, definir e articular estratégias e ações eficazes para o atendimento das principais demandas públicas e privadas por bens e serviços espaciais. Representantes do governo, da indústria, da academia e também da sociedade em geral vem sendo envolvidos nas discussões sobre a conjuntura e o futuro das atividades espaciais no Brasil ."O PNAE é um programa estratégico para consolidar a posição do país no cenário internacional. Liderado pela AEB, é um programa de natureza multi-institucional, que articula demandas e serviços de natureza governamental, pública, comercial e de defesa. Por isso, a formulação estratégica do novo PNAE requer o engajamento dos principais intervenientes do setor espacial. A construção coletiva das estratégias é fundamental para a legitimidade do programa", diz o diretor da Macroplan Gustavo Morelli, diretor do projeto pela consultoria.
O trabalho, que teve início em junho deste ano, tem previsão de conclusão em março de 2010. "É um projeto de grande porte que envolve equipes especializadas das diferentes áreas de competência da Macroplan", revela o consultor Pedro Burlandy que gerencia o projeto pela Macroplan. O primeiro bloco do trabalho, que envolve as atividades de análise retrospectiva e diagnóstico do setor aeroespacial brasileiro, já foi concluído. O próximo passo será a análise do ambiente externo que inclui a realização de estudos de benchamrking e a elaboração de trabalhos técnicos temáticos. Nestas atividades, estão sendo contratados especialistas nacionais e internacionais para estudar os programas espaciais dos EUA, França e Índia e desenvolver position papers (estudos temáticos) sobre temas críticos para subsidiar a revisão do PNAE.
A Macroplan também irá construir cenários prospectivos para o setor espacial brasileiro para o horizonte 2030. A partir deste estudo serão formuladas as estratégias de longo prazo para o programa e definida a carteira de projetos. Segundo o consultor da Macroplan , apesar dos desafios que enfrenta, o Brasil possui vantagens competitivas claras para atuar no setor espacial e conta com uma boa infraestrutura física e de P&D instalada. "O grande desafio é fazer com que o Brasil amplie o domínio e a aplicação das tecnologias espaciais, dando ao setor uma conotação de instrumento de desenvolvimento econômico e social do país", diz Pedro Burlandy.