24/11/2008
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Assessoria de Imprensa
Dos novos prefeitos se espera, a partir de agora, que cumpram as expectativas que criaram em suas cidades e que ao mesmo tempo ajustem suas promessas à realidade de escassez de recursos em 2009. Na análise do diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto, para produzir resultados que atendam as expectativas da sociedade, com melhor qualidade do gasto, transparência e responsabilidade fiscal, a gestão será o tema mais urgente a ser tratado pelos novos administradores. "Quanto maior for a escassez de recursos e a incerteza, mais diferença faz uma estratégia clara e uma boa gestão", analisou o dirigente da Macroplan em palestra para prefeitos eleitos do Espírito Santo durante o 4º seminário sobre Gestão de Cidades, no final de novembro, em Vitória. Segundo Porto, os municípios precisam adotar novos modelos de gestão, estabelecendo agendas de prioridades, com visão de longo prazo, utilizando ferramentas de redução de custos, aumento de receita e mais qualidade na aplicação dos recursos para equilibrar as contas e implementando sistemas de gestão de prioridades e projetos com avaliação de desempenho com metas de cobranças de resultados. A profissionalização de postos-chave, como Saúde, Educação, Fazenda e Planejamento e a valorização de parcerias com a iniciativa privada para atrair investimentos são ações igualmente recomendadas pela Macroplan. Em sua palestra Porto lembrou que as metas de desenvolvimento do Espírito Santo só serão alcançadas com uma ação integrada de todos os municípios, demais níveis de governo e iniciativa privada. O Espírito Santo espera manter uma taxa média de crescimento do PIB em 6% ao ano. Além disso, traçou a meta de zerar a taxa de pobreza do estado, reduzir drasticamente a taxa de mortalidade infantil, combater a violência e universalizar o saneamento básico no estado nos próximos 15 anos. Segundo Porto, os municípios passaram a ocupar um papel mais central no âmbito das políticas públicas e a assumir maiores responsabilidades na oferta de serviços públicos e na execução de investimentos. O que é aconselhável, na visão do presidente da Macroplan, é que os municípios busquem apoio técnico junto ao governo estadual, além da ajuda financeira. O bom gerenciamento do Plano de desenvolvimento Espírito Santo 2025( ES 2025) - uma visão de futuro de longo prazo para o estado, ancorado em uma carteira de projetos no valor de R$ 83,7 bilhões - foi citado como exemplo e inspiração por Claudio Porto "O conhecimento adquirido pelo governo do ES no gerenciamento intensivo de suas prioridades é um ativo valioso que pode ajudar os novos prefeitos a fazer convergir iniciativas visando promover o desenvolvimento e alavancar recursos e parcerias".