Macroplan finaliza cenários para SEBRAE/RJ

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01/08/2008 | Assessoria de Imprensa
Redução generalizada da carga tributária e da burocracia para as micro e pequenas empresas (MPEs), elevado grau de profissionalização e qualificação dos pequenos e micro empreendedores, aumento da participação das MPEs no mercado fluminense e da inserção em grandes investimentos produtivos e de infra-estrutura. Estas são algumas das projeções da Macroplan para os próximos 19 anos apresentadas no recém concluído estudo de cenários econômicos para o Rio de Janeiro focalizados nas MPEs do estado. O estudo partiu de um mapeamento minucioso das MPEs fluminenses e de pesquisas qualitativa e de opinião com especialistas e micro e pequenos empreendedores do estado e tem o objetivo de ajudar a direcionar o planejamento estratégico do SEBRAE-RJ nos próximos anos. A Macroplan desenhou quatro cenários econômicos para o Rio de Janeiro para 2008-2027, sendo o mais provável o Cenário 1 - "O Salto do Boto-Cinza". Nele, o Rio de Janeiro supera seus principais entraves internos e se insere em um ciclo duradouro de desenvolvimento sustentável, aproveitando as oportunidades de um contexto externo favorável. Há uma combinação de crescimento econômico acentuado, fortalecimento institucional, redução da pobreza e das desigualdades sociais e o uso sustentável do capital natural. O estado desenvolve oportunidades de negócios em um ambiente mais propício à atividade empresarial, em especial para empreendimentos de micro e pequeno porte. Nesse contexto, a redução da carga tributária e da burocracia observadas em âmbito federal se reproduzem no estado e em grande parte nos municípios, com destaque para a simplificação dos procedimentos para abertura, fechamento e legalização de empresas. Isso favorece e estimula a multiplicação e consolidação de parcerias envolvendo MPEs, com o fortalecimento das redes e sistemas produtivos locais. Neste cenário tendencial o Rio de Janeiro poderá contabilizar, em 2027, 4,4 milhões de micro e pequenas empresas (quase 3 milhões a mais do que em 2005) - das quais somente 1,3 milhões estarão na informalidade. E a taxa estadual de mortalidade de MPEs poderá cair dos atuais 18,5% para 12% no período. Nos cenários 2 e 3 - "Ritmo das Aipixunas" e "Nas Asas do Biguá" - o Rio de Janeiro e o Brasil apresentam dinâmicas divergentes. No primeiro, mesmo diante das oportunidades trazidas pelo desenvolvimento nacional, o estado "patina" internamente e não se mostra capaz de aproveitá-las, vivenciando crescimento econômico mediano, acirramento das desigualdades sócio-regionais e degradação do patrimônio natural. No segundo, o Rio de Janeiro promove uma transformação persistente e positiva, mesmo diante de um contexto nacional predominantemente desfavorável. No que se refere à MPEs o estado promove uma simplificação parcial do sistema tributário assim como uma moderada redução dos níveis burocráticos. A taxa de sobrevivência das MPEs não sofre grandes mudanças em relação aos níveis atuais. O mais pessimista e também o menos provável é o Cenário 4 - "O Passo do Caranguejo"-, onde as dificuldades trazidas pelo ambiente nacional de baixo crescimento são potencializadas pela baixa iniciativa política, econômica e social do estado, culminando na persistência de um quadro de decadência e degradação, marcado por crescimento econômico baixo, elevadas desigualdades sociais e meio ambiente em processo de degradação. Neste cenário as micro e pequenas empresas do Rio de Janeiro enfrentam um ambiente burocrático e um sistema tributário complexo e a taxa de mortalidade das MPEs aumenta. "O estudo sobre a evolução do quadro econômico para o Brasil e para o Rio de Janeiro no horizonte 2008-2027 e as implicações para os pequenos empreendimentos do estado se destaca pelo ineditismo, amplitude e profundidade da formulação", avaliou o diretor presidente da Macroplan Claudio Porto. Porto lembrou ainda que o segmento das micro e pequenas empresas é fundamental para a economia fluminense, respondendo atualmente por 35% da renda do estado. Atualmente existem 468.726 estabelecimentos formais no Rio de Janeiro sendo que 98,5% são classificados como micro e pequenas empresas. O estudo da Macroplan revela que este segmento absorve 41% do total de trabalhadores do estado (2,8 milhões de pessoas). No universo das MPEs do estado, as microempresas representam 92,5% do total. A região Metropolitana abriga 67%. "A formalização é um dos entraves ao desenvolvimento dos micro empreendimentos. Apenas 5% dos micro empreendimentos na região metropolitana, por exemplo, têm constituição jurídica. Esse percentual é muito baixo, inferior à média das outras regiões metropolitanas, o que impõe ao setor uma série de limitações de acesso ao crédito e de comercialização com o segmento formal da economia", destacou o consultor da Macroplan, Rodrigo Ventura. Segundo o consultor, o estudo de cenários da Macroplan vai apoiar não apenas a formulação de estratégias e ações do SEBRAE- RJ mas também das próprias MPEs. "Nosso estudo trabalha com a projeção de uma ambiente econômico favorável nos próximos anos que irá impactar positivamente nas micro e pequenas empresas. É hora das pequenas e micro empresas começarem a pensar suas estratégias e investirem em novas oportunidades que se abrirão" avalia.