Pac favela: além do pacote de obras

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23/07/2008 | Assessoria de Imprensa
Desde que promoveu a pesquisa "O Rio tem futuro?", em 2007 em parceria com o IETS, a Macroplan tem se dedicado a apoiar a construção de estratégias que contribuam para a promoção do desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro. A iniciativa mais recente é o Plano de Dinamização dos Negócios das comunidades beneficiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto foi desenvolvido pela consultoria, em parceria com o IETS, para a Associação Comercial do Rio de Janeiro e para o Sebrae-RJ. O PAC prevê a realização de obras em quatro favelas - Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão/Pavãozinho/Cantagalo e Rocinha - onde vivem, de acordo com estatísticas divulgadas pelo projeto, entre 146 mil e 252 mil pessoas. O pacote de obras do governo inclui redes de serviço de saneamento, urbanização e transporte. Para ampliar o aproveitamento das oportunidades que se abrirão a partir das obras realizadas nestas áreas, a Macroplan está apresentando um conjunto de propostas para a o desenvolvimento dos micro e pequenos empreendimentos nas comunidades. "Com uma agenda para desenvolver os negócios destas comunidades a Macroplan está colaborando para a melhoria da qualidade de vida da população de áreas pobres da cidade", comentou o consultor da Macroplan, Adolpho Pereira. Uma das primeiras ações do projeto foi a realização de uma pesquisa qualitativa junto a especialistas, executivos do setor privado e público que resultou no mapeamento dos negócios estabelecidos e de suas características. De acordo com o estudo, via de regra, os negócios são voltadas para a produção de bens e serviços destinados ao mercado da própria favela, com predomínio de biroscas e pequenos estabelecimentos, quase todos na informalidade. O segundo passo foi identificar os principais problemas enfrentados pelos empreendedores locais. Embora os problemas das favelas sejam específicos e as intervenções não possam ser transportadas de uma comunidade para a outra, alguns fatores restritivos, segundo o estudo, são transversais, como a improvisação, a baixa qualificação da mão-de-obra e a dificuldade de acesso ao crédito. Outra questão fundamental é que o Estado não fornece a segurança nem estabelece a ordem social nas favelas para o desenvolvimento de um mercado local. "A ausência do Estado nestas áreas é sem sombra de dúvida a principal causa para o baixo dinamismo dos negócios", afirmou Adolpho Pereira. O terceiro passo do projeto, finalmente, foi a identificação das variáveis para a dinamização dos negócios. Entre as propostas que estão sendo elaboradas estão medidas para a redução da burocracia e incentivo à formalização, melhor comunicação/ articulação entre os setores público e privado, melhoria da segurança pública, expansão do microcrédito produtivo e geração de informações e conhecimento sobre as favelas.