Universidade de Cambridge estuda oportunidades no Brasil

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10/07/2008 | Assessoria de Imprensa
Em vez de praia e passeio ao Corcovado, visitas à fábricas e empresas. Esta foi rigorosamente a agenda cumprida por um grupo de 15 acadêmicos da Universidade de Cambridge, que esteve no Rio de Janeiro no início do mês, para estudar aspectos do desenvolvimento industrial brasileiro, com foco em energia. O grupo foi recebido no último dia 8 de julho pela Macroplan, que organizou um seminário para apresentar os desafios do desenvolvimento futuro e questões de interesse específico, como a inovação tecnológica no país, produção e demanda de energia e a evolução dos investimentos externos no Brasil. O diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto, apresentou os quatro cenários econômicos para o Brasil para o horizonte 2008-2014 - "Salto para o Futuro", "Crescimento Inercial", "Travessia na Turbulência" e "Baleia Encalhada" - divulgados pela consultoria no final do primeiro semestre. A palestra de Claudio Porto incluiu uma apresentação do quadro econômico atual, potencialidades e gargalos, contextualizando os cenários econômicos. E mais: uma análise específica destes cenários e de suas probabilidades no período pós- eleições 2010. "O Brasil tem grandes possibilidades de crescer entre 5% a 7% ao ano, com baixa inflação, nos próximos 10 anos. Mas será necessário superar os gargalos estruturais", alertou o diretor presidente da Macroplan. A palestra de Porto foi complementada com uma apresentação do consultor da Macroplan Rodrigo Ventura sobre a evolução e as perspectivas dos investimentos estrangeiros no Brasil . Os mestrandos da Universidade de Cambridge também foram brindados com uma palestra do consultor associado da Macroplan Frederico Araújo, especialista da área de gás e petróleo, que analisou o aumento da demanda global de energia, produção e o consumo nacional e internacional. Frederico Araújo acredita que a descoberta de novos reservatórios no Brasil, como o pré-sal, não aumentarão a dependência da economia brasileira de seus recursos naturais. "O Brasil não será afetado pela maldição dos recursos naturais, como a Noruega e a Nigéria. Temos setores econômicos desenvolvidos minimamente. A descoberta de novas reservas irá aumentar a importância do setor de petróleo no Brasil , mas também irá contribuir para o desenvolvimento dos demais setores econômicos", pontuou o especialista. Ampliando a análise do cenário energético, a consultora sênior da Macroplan, Andrea Belfort, apresentou uma abordagem específica sobre a produção de bicombustível no Brasil, a demanda internacional e as barreiras do mercado externo que vem sendo impostas ao produto brasileiro. "Os biocombustíveis continuam na lista dos vilões no mercado internacional", comentou a consultora que teve a missões de isentar de culpa a produção de biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar. O seminário organizado pela Macroplan foi encerrado com a apresentação do diretor da consultoria, José Paulo Silveira, sobre inovações tecnológicas no país, com destaque para a atuação da Embrapa, da Embraer, da Petrobras e da Suzano Papel e Celulose. A aliança acadêmica com a Universidade de Cambridge começou a ser costurada pela Macroplan em 2007. Para o diretor presidente da empresa, a parceria com a universidade é uma oportunidade que a consultoria criou para divulgar conhecimento sobre o Brasil no meio acadêmico internacional. "Estamos muito satisfeitos de ter a possibilidade e a responsabilidade de suprir essa carência do mercado", disse Claudio Porto.