Estratégia de desenvolvimento. Quando ser ágil não é mais suficiente

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18/03/2014 | Macroplan
Agilidade é uma palavra em voga nos governos e empresas: "as mudanças estão ocorrendo tão rapidamente que se quisermos sobreviver temos que ser cada vez mais ágeis". Isso talvez fosse verdade 20 ou 10 anos atrás. Apenas agilidade foi uma estratégia de desempenho razoável talvez até o ano 2000.


Foi com esse questionamento que o economista e diretor-presidente da Macroplan, Claudio Porto, iniciou sua palestra sobre planejamento de longo prazo no Seminário Internacional de Gestão Pública, que ocorreu entre os dias 19 e 21 de fevereiro na cidade de Recife, em Pernambuco. Na ocasião, Porto falou sobre a importância do planejamento estratégico para a gestão pública.


- A antecipação e a visão de longo prazo ampliam os espaços de solução e estimulam inovações - defendeu Cláudio Porto - São um antídoto contra a síndrome do "mais do mesmo" e uma alavanca para sustentar saltos de longa maturação.


Como exemplos, o economista resgatou experiências prévias da Macroplan na elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo em 5 estados brasileiros (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Alagoas). Em todos os exemplos, foi possível perceber que através de entendimento claro da atual situação econômica, política e social de uma organização ("onde estamos"?) e da definição de objetivos claros ("aonde queremos chegar"?), é possível traçar estratégias que atendam às suas necessidades específicas ("como vamos chegar lá"). 


O planejamento de longo prazo, quando bem feito, é um poderoso instrumento de suporte a políticas públicas e de investimentos. Ajuda a preservar a boa alocação de recursos e amplia a capacidade de produção de resultados para a sociedade.


A criação de ambientes favoráveis à elaboração destes planos requer o amadurecimento e espírito público das lideranças políticas, mas também do protagonismo da sociedade.


Felizmente os exemplos no Brasil estão se ampliando. Tanto pela restrições e desafios cada vez mais complexos que os governantes se deparam, quanto pela tolerância cada vez menor da sociedade com "caprichos políticos" que simplesmente descontinuam iniciativas exitosas porque começaram com governos adversários - afirmou o economista.