Adriana Fontes - pesquisadora do Iets e economista sênior da Macroplan - apresentou estudo sobre microempreendedores das favelas pacificadas
Um em cada cinco microempreendedores das comunidades pacificadas do Rio não concluiu a quarta série do ensino fundamental e é considerado analfabeto funcional. Entre os microempresários que atuam nas favelas pacificadas apenas 9% possuem um CNPJ, contra 20% que possuem registro para empresa em outras áreas da região metropolitana da cidade. Quando se considera apenas o grupo de empregadores, a diferença fica ainda maior, 28% dos microempresários das comunidades têm CNPJ, contra 70% no restante da capital. Já a parcela dos microempreendedores nas favelas que não contribuem para a Previdência chega a 70%, índice semelhante ao da média da região metropolitana (67%).
Os dados fazem parte de estudo sobre os microempreendedores das favelas pacificadas do Rio, apresentado por Adriana Fontes, pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) e economista sênior da Macroplan, durante o Seminário Oportunidades do Rio, realizado pelo jornal O Globo em parceria com com o Sebrae-RJ e apoio do Iets, no último dia 19/10..
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