Nordeste corre risco de perder corrida do crescimento

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14/08/2013 | Revista EXAME - on line
Da direita para esquerda, no EXAME Fórum Nordeste: Claudio Porto, da Macroplan, Richard Saunders, da Eletro Shopping, Renato Meirelles, do Data Popular, João Carlos Brega, da Whirlpool, e Lucas Amorim
Depois de apresentar uma expansão do PIB superior à média nacional na última década, o Nordeste mostra que precisa acelerar políticas e estratégias focadas na competitividade para não se distanciar novamente da trajetória nacional, como projeta um estudo de cenários feito pelos economistas Claudio Porto e Sérgio Buarque, da consultoria Macroplan. Pelos dados dos diferenciais de crescimento do PIB do Nordeste e do Brasil dos anos recentes, a região chegaria a apenas 16,3% do PIB brasileiro em 2050, contra 13,5% atualmente. O estudo foi apresentado durante o seminário Forum Nordeste, nesta terça-feira (13/08), em Recife.


Para ter um ciclo de desenvolvimento nos próximos anos a região precisa focar mais em competitividade e menos em políticas assistencialistas, revela o estudo.  A região, que concentra 28% da população do país, tem baixos indicadores de educação. As piores notas do IDEB 2011 foram registrados em estados da região, um gargalo que compromete a competitividade dos estados nordestinos.


O salto de crescimento da região - que ainda se mantém como a mais pobre do país e a mais desigual, apesar das melhorias expressivas quedas nos indicadores na última década - não é uma miragem distante e pode ser atingido desde que   o foco predominante seja a competitividade   para um salto de prosperidade e que se estabeleça uma postura proativa dos atores locais - governos, empresários e 3º setor - para superar as dificuldades e aproveitar as melhores oportunidades de negócios e investimentos.


 
Claudio Porto, presidente da Macroplan: muitas oportunidades no Nordeste, com espaço para crescimento maior que no restante do Brasil
Para os economistas da Macroplan, as estratégias e políticas de desenvolvimento ou planos de negócios empresariais devem ter como foco a rede das 100 maiores cidades da região, que abrigam 45% da população do Nordeste e concentram as principais oportunidades de negócios da região.


Receberam destaque no estudo da Macroplan as oportunidades referentes ao adensamento de cadeias produtivas e à expansão do mercado interno, especialmente construção civil e redes de serviços de saúde, educação e comércio e em infraestrutura na área de transportes, logística, energia, telecomunicações.