Cenários para a economia brasileira em 2013 e 2014

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27/12/2012 | Macroplan
Após o anúncio do PIB do 3º trimestre acirrou-se a incerteza sobre a trajetório de crescimento do Brasil nos próximos anos. Com base nos dados de 2012 e na análise prospectiva do contexto internacional, a Macroplan traçou dois cenários para o país no biênio 2013/2014.

Pela previsão mais otimista, o PIB cresce em torno de 3,5% em 2013 e 4,0%, em 2014, embora persistam inflação alta e forte apetite tributário. Na perspectiva mais pessimista, o PIB mantém uma trajetória de baixo crescimento, em torno de 2,0%, em 2013, e 2,5%, em 2014. A expectativa da consultoria, no entanto, é de que haja um misto de ambas projeções: crescimento mais baixo em 2013 e mais elevado em 2014, fruto do amadurecimento dos efeitos dos estímulos governamentais e de uma redução do endividamento e inadimplência das famílias.

O melhor cenário: retomada do crescimento

Com uma expectativa de melhora no contexto internaciona, os riscos diminuem. A expectativa, neste caso, é de que os Estados Unidos solucionem o "abismo fiscal", a China cresça mais do que em 2011 e a Europa comece a superar a fase mais agura da crise, apesar de manter o baixo crescimento. Nesta cenário, a expansão global pode alcançar 3,5%, em 2013, e alcançar 4%, em 2014.

Já no Brasil, o consumo no Brasil se mantém forte. Esta perspectiva prevê ainda aceleração de programas de concessões e privatizações e manutenção do dinamismo nos agronegócios, além juros baixos aliados a resultados positivos de estímulos do governo - seja na redução de alguns custos,  seja na aceleração dos grandes programas de investimento. Desta forma, o ambiente fica propício para a recuperação da indústria e a retomada da confiança dos empresários.

Como consequência, o PIB cresce em torno de 3,5% em 2013 e 4,0% em 2014, com taxas de desemprego inferiores a 5%. Entretanto, inflação e carga tribuária elevada ainda são problemas que persistem, mesmo no melhor cenário.

Inércia e baixo dinamismo marcam o cenário adverso

A previsão menos otimista aponta para muitas incertezas no contexto internacional. Neste cenário, os Estados Unidos e China reduzem o crescimento, enquanto a Europa mantém-se estagnada. A expansão global não ultrapassa os 3,0%, em 2013, e chega no máximo a 3,5%, em 2014.

No Brasil, o elevado endividamento das famílias pode causar esgotamento do modelo baseado na expansão do consumo, impactando a recuperação da indústria. Os estímulos governamentais podem demorar para surtir efeito, acentuando os gargalos logísticos dos agronegócios. Apesar dos juros baixos e a inflação sob controle, a aversão ao risco permanece e  reduz a propensão ao investimento.

Neste cenário, a economia brasileira perde atratividade em relação aos demais emergentes. O PIB cresce em torno de 2,0% em 2013 e 2,5% em 2014, com taxas de desemprego entre 5 e 6%.

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