Sebrae/RJ traça Novo Direcionamento Estratégico

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31/08/2012 | Macroplan
Segundo o IBGE, entre 2007 e 2010, cerca de 45% dos pequenos empresários brasileiros "fecharam as portas" até o segundo ano após a abertura do negócio. Este dado dá uma pista do desafio  enfrentado por instituições como o Sebrae/RJ, que colocou a participação sustentável das MPE como um dos objetivos de seu Novo Direcionamento Estratégico, elaborado com apoio da Macroplan.

Hoje, os micro e pequenos negócios representam 98% das empresas formais do Estado, porém enfretam grandes desafios para se manter. A taxa de adimplência dos empreendedores individuais fluminenses, por exemplo, é a terceira pior do país, superando apenas Amapá e Amazonas. A participação das MPE no total de empregos formais do Rio de Janeiro é de somente 37%, percentual próximo encontrado na região Nordeste brasileira.

O cenário de desenvolvimento do Estado, no entanto, é promissor. O Rio de Janeiro tem previsão de investimento na casa dos R$ 211 bi até 2014, segundo dados da Firjan. "O objetivo do Sebrae/RJ é aproveitar este momento de prosperidade para fazer as transformações necessárias e tornar o Rio de Janeiro o melhor lugar do Brasil para abrir e desenvolver micro e pequenos negócios", diz Juliana Kircher, consultora da Macroplan e gerente do projeto de Novo Direcionamento Estratégico do Sebrae/RJ.

Segmentar para dar foco

O trabalho foi desenvolvido com base em um estudo de cenários elaborado pela Macroplan. "A análise considerou a dinâmica de desenvolvimento do Rio de Janeiro e fatores de competitividade das MPE, até 2030", explica Juliana Kircher. O cenário usado como referência para o Novo Direcionamento Estratégico do Sebrae/RJ aponta para um ambiente de negócios estimulador do empreendedorismo, com maior participação e inserção ampla e de qualidade das MPE.

Neste contexto, o Sebrae/RJ pretende atuar como articulador entre as MPE e os viabilizadores dos empreendimentos, que são ofertantes de serviços empresariais, investidores e governos. "Elaboramos estratégias específicas para a atuação do Sebrae/RJ junto a cada público, com propostas de valor bem definidas, para que todos percebam a instituição como parceiro estratégico e atuante no desenvolvimento de micro e pequenos empreendimentos do Estado", projeta a consultora da Macroplan. Os objetivos traçados para o Sebrae/RJ no Novo Direcionamento Estratégico passam por ampliar o acesso e a eficácia das soluções de desenvolvimento empresarial, promover alianças estratégicas com investidores e potenciais investidores, fomentar a formulação e implantação de políticas, entre outros.

Segundo Juliana Kircher, o projeto propõe que o Sebrae/RJ atue com maior foco em setores com grande potencial de crescimento nos próximos 20 anos. "A ideia é aporfundar o conhecimento da instituição em áreas que poderão contribuir com o desenvolvimento do Estado, oferecendo soluções adequadas para cada setor. Os seminários realizados com representantes da Economia Criativa e de Petróleo e Gás ajudaram a levantar demandas setoriais específicas", afirma a consultora que projeta a realização de mais um evento temático sobre o Porto Maravilha, ainda em 2012. O Novo Direcionamento Estratégico do Sebrae/RJ prevê o desenvolvimento de programas para os setores de Alimentação, Tecnologia, Construção Civil, Economia Criativa, Moda, Turismo, Petróleo e Gás, além de empreendimentos que atuam em comunidades pacificadas.