Desafios para um Brasil criativo

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06/06/2012 | Macroplan
Heliana Marinho defende consolidação da cadeia produtiva
No novo paradigma produtivo mundial, o papel do conhecimento, da cultura e da criatividade é central para garantir a competitividade dos negócios em qualquer segmento. Esta foi a principal conclusão do seminário sobre economia criativa, realizado pelo Sebrae/RJ com apoio da Macroplan. O encontro reuniu representantes de governos, especialistas e estudiosos do setor para debater o posicionamento da entidade neste segmento nos próximos dez anos.

Os participantes destacaram a capacidade da economia criativa de interagir e impactar positivamente outras indústrias. Essa transversalidade pode ser vista, por exemplo, no segmento de moda do Rio de Janeiro, que converge desde o design até a o setor têxtil. Mas os empreendimentos criativos ainda precisam se estabelecer como setor econômico, como destaca Heliana Marinho, gerente de economia criativa do Sebrae/RJ: 

"Vivemos um novo momento com muitas possibilidades. Mas é preciso fazer escolhas, oferecendo maior atenção a determinados segmentos. No Rio de Janeiro, muitos segmentos diferentes da economia criativa acessam recursos distintos, como se não fizessem parte do mesmo setor. Juntar todos eles em uma mesma cadeia de produção é o grande desafio', reforça ela.
Claudia Leitão: "Políticas públicas devem respeitar especificidades dos empreendimentos"
A variedade de segmentos englobados na economia criativa é um dos desafios para a regulamentação do setor. "O modelo de governança para um Brasil criativo precisa de políticas públicas que respeitem as especificidades das empresas do setor", sublinhou a secretária de economia criativa do Ministério da Cultura, Claudia Leitão.

Neste cenário, o Sebrae/RJ foi apontado como um importante articulador entre os setores tradicionais da economia e entre os segmentos da economia criativa do Estado. Para os participantes do seminário, a entidade poderia atuar também na capacitação e formalização dos empreendimentos do setor, promovendo modelos que consigam equilibrar a arte, a criatividade e os negócios.

"As propostas colocadas no seminário foram muito valiosas para ajudar o Sebrae/RJ a identificar o tipo de demanda dos micro e pequenos empresários do setor criativo", ressalta Juliana Kircher, consultora da Macroplan que gerencia o projeto de Direcionamento Estratégico da entidade. Ela complementa que as sugestões serão analisadas e priorizadas pela equipe do Sebrae/RJ, buscando desenvolver ações para apoiar economia criativa do Estado.

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