Lançamento em Minas Gerais destaca avanço de políticas públicas

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20/05/2011 | Assessoria de Imprensa
Bernardo Tavares, Claudio Porto e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia no lançamento do livro em Belo Horizonte
O  fortalecimento da gestão pública para o desenvolvimento do país foi um dos temas de destaque do debate realizado no evento de lançamento do livro "2022 Propostas para um Brasil Melhor no ano do Bicentenário",  em Belo Horizonte, dia 19 de maio, no auditório do BDMG. O evento  teve a participação do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, da secretária de Desenvolvimento de Minas Gerais, Dorothea Werneck, do presidente do BDMG, Bernardo Tavares e dos coautores do livro, Tadeu Barreto (diretor do Escritório de Prioridades Estratégicas do Estado )), Fernando Veloso (IBMEC-RJ), Fábio Giambiagi (BNDES) e do presidente da Macroplan, Claudio Porto.

"Não há nenhum país do mundo que tenha avançado sem que tenha havido um planejamento. Isso é fundamental. O planejamento pressupõe ideias, metas e  resultados. As políticas públicas são a base para o desenvolvimento do Brasil", disse o governador Antonio Anastasia, proclamando que Minas Gerais busca ser uma referência nacional de boa gestão. "Minas Gerais servirá como laboratório de experiências  positivas de inclusão social, governança, eficácia e de resultados para a sociedade", afirmou. O diretor do Escritório de Prioridades Estratégicas de Minas, Tadeu Barreto  anunciou ainda que o governo mineiro começa a implementar a ideia de uma maior participação da iniciativa privada no enfrentamento dos principais problemas desde políticas voltadas à redução da pobreza até a melhoria dos serviços públicos.

Claudio Porto destacou como exemplo a ser seguido por outros estados a experiência do governo de Minas Gerais na reforma do estádio de futebol Mineirão, única no país feita a partir de modelo de gestão compartilhada com a iniciativa privada.

Entre os coautores do livro presentes houve uma concordância: a percepção de que o Brasil, com todas as dificuldades que ainda enfrenta, avançou muito na gestão. "A agenda da gestão na esfera municipal e estadual está crescendo. Houve uma enorme reforma. Espero que chegue também à esfera federal", disse Tadeu Barreto.

Finalmente, os palestrantes reconheceram na cultura imediatista predominante no país um dos riscos ao desenvolvimento. "Não se pode somente resolver os problemas no curto prazo. É preciso ter uma visão de toda a trajetória", alertou o economista Fábio Giambiagi.

Os autores voltaram a debater trajetória positiva do país na economia nos últimos 16 anos e a janela de oportunidades que se abre para a próxima década. Apesar do clima de confiança no futuro, os participantes  admitiram que há muito a fazer: investir mais em educação, reduzir a pobreza, melhorar a infra estrutura, implementar políticas voltadas para elevar a produtividade, realizar a reforma da previdência e retomar um ciclo prolongado de crescimento, evitando os erros já cometidos no passado.

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