O fortalecimento da gestão pública para o desenvolvimento do país foi um dos temas de destaque do debate realizado no evento de lançamento do livro "
2022 Propostas para um Brasil Melhor no ano do Bicentenário", em Belo Horizonte, dia 19 de maio, no auditório do BDMG. O evento teve a participação do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, da secretária de Desenvolvimento de Minas Gerais, Dorothea Werneck, do presidente do BDMG, Bernardo Tavares e dos coautores do livro, Tadeu Barreto (diretor do Escritório de Prioridades Estratégicas do Estado
)), Fernando Veloso (IBMEC-RJ), Fábio Giambiagi (BNDES) e do presidente da
Macroplan,
Claudio Porto.
"Não há nenhum país do mundo que tenha avançado sem que tenha havido um planejamento. Isso é fundamental. O planejamento pressupõe ideias, metas e resultados. As políticas públicas são a base para o desenvolvimento do Brasil", disse o governador Antonio Anastasia, proclamando que Minas Gerais busca ser uma referência nacional de boa gestão. "Minas Gerais servirá como laboratório de experiências positivas de inclusão social, governança, eficácia e de resultados para a sociedade", afirmou. O diretor do Escritório de Prioridades Estratégicas de Minas, Tadeu Barreto anunciou ainda que o governo mineiro começa a implementar a ideia de uma maior participação da iniciativa privada no enfrentamento dos principais problemas desde políticas voltadas à redução da pobreza até a melhoria dos serviços públicos.
Claudio Porto destacou como exemplo a ser seguido por outros estados a experiência do governo de Minas Gerais na reforma do estádio de futebol Mineirão, única no país feita a partir de modelo de gestão compartilhada com a iniciativa privada.
Entre os coautores do livro presentes houve uma concordância: a percepção de que o Brasil, com todas as dificuldades que ainda enfrenta, avançou muito na gestão. "A agenda da gestão na esfera municipal e estadual está crescendo. Houve uma enorme reforma. Espero que chegue também à esfera federal", disse Tadeu Barreto.
Finalmente, os palestrantes reconheceram na cultura imediatista predominante no país um dos riscos ao desenvolvimento. "Não se pode somente resolver os problemas no curto prazo. É preciso ter uma visão de toda a trajetória", alertou o economista Fábio Giambiagi.
Os autores voltaram a debater trajetória positiva do país na economia nos últimos 16 anos e a janela de oportunidades que se abre para a próxima década. Apesar do clima de confiança no futuro, os participantes admitiram que há muito a fazer: investir mais em educação, reduzir a pobreza, melhorar a infra estrutura, implementar políticas voltadas para elevar a produtividade, realizar a reforma da previdência e retomar um ciclo prolongado de crescimento, evitando os erros já cometidos no passado.
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