No dia 3 de maio, profissionais de recursos humanos de companhias elétricas brasileiras puderam conhecer um panorama sobre o mercado de trabalho do setor.
Adriana Fontes, consultora da
Macroplan, apresentou a palestra "Perspectivas do Mercado de Trabalho", em encontro organizado pela Fundação COGE. Os dados foram levantados em estudo feito pela
Macroplan sobre tendências para o mercado de trabalho.
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Na apresentação, Adriana mostrou que os serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) registram baixo crescimento de empregabilidade nos últimos anos. Entre 2000 e 2009, o emprego formal no Brasil cresceu 57%, enquanto os SIUP tiveram aumento de apenas 33%, o menor de todos os setores da economia brasileira, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS/MTE).
As oportunidades geradas no setor elétrico foram ainda menores: crescimento de 18%, representando 31% dos empregos dos SIUP. A maioria dos empregos no setor elétrico (63%) estão na distribuição de energia elétrica e a geração é o segundo segmento mais representativo em termos de emprego.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram a lista de estados com mais oportunidades de emprego para o setor elétrico. No entanto, nos últimos cinco anos, as companhias elétricas estão contratando mais nas regiões Norte e Sul, em detrimento da região Sudeste. "É uma tendência que precisa ser monitorada por profissionais e empresas do setor, tendo em vista os investimentos previstos na cadeia produtiva.", alerta Adriana.
Renovação da mão de obra qualificada é um dos principais desafios
Em termos de idade, o setor elétrico absorve relativamente mais pessoas com faixas etárias avançadas e há uma forte inclinação de crescimento da proporção de profissionais com mais de 50 anos. Este comportamento acompanha uma tendência nacional que mostra o envelhecimento da força de trabalho e os jovens adiando a entrada no mercado para buscar qualificação.
Esse cenário apresenta grandes desafios para as companhias elétricas, uma vez que existem conhecimentos técnicos que não se adquirem com a formação acadêmica. Em função disso, as empresas enfrentam dificuldade de sucessão dos profissionais seniores responsáveis pelas áreas críticas como a de segurança do abastecimento de energia.
A falta de renovação de mão de obra torna-se um desafio ainda maior com a entrada de novas tecnologias, que constantemente mudam as ocupações e formas de trabalho. "O desafio é mesclar o conhecimento dos profissionais experientes com a habilidade natural das gerações mais jovens para lidar com os avanços tecnológicos.", analisa Adriana.