Ampliar a capacidade de inovação e de geração de resultados para a sociedade por meio da articulação da inteligência interna e externa ao governo. A partir deste objetivo, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e o Governo de MG contrataram a Macroplan para auxiliar na identificação das questões críticas para o desenvolvimento do estado. Com o objetivo de consolidar uma gestão pública inovadora e tendo em vista uma trajetória de desenvolvimento sustentável para os próximos 20 anos, o projeto pretende servir de ponto de partida para a gestão do governador reeleito, Antonio Augusto Anastasia (PSDB).
Para o diretor da Macroplan, José Paulo Silveira, o projeto se destaca pela aplicação da gestão da inovação na área de políticas públicas. “Inovar na gestão pública é gerar valor percebido pela sociedade. Não é simplesmente ter ideias, e sim implantar novas ideias com resultados concretos e mensuráveis,” destacou . Segundo Silveira, a inovação na área pública permite o alcance de patamares mais elevados de produtividade na aplicação dos recursos públicos, sem degradar a qualidade dos serviços. “Significa romper com práticas tradicionais para acelerar a transformação econômica, social e ambiental, alvos das políticas públicas. Implica construir novas soluções institucionais mais eficientes e rápidas, no atendimento público, das demandas da sociedade,” concluiu.
O Governo de Minas Gerais é reconhecido como um dos espaços mais inovadores da administração pública brasileira na atualidade. O Choque de Gestão (2003-2006) e o Estado para Resultados (2007-2010) são abordagens que transformaram a administração do Estado e produziram evidentes benefícios para a sociedade mineira. O alcance do equilíbrio fiscal, pressuposto básico de uma gestão pública eficiente, possibilitou o enfrentamento de novos desafios ao desenvolvimento do Estado.
A identificação das questões críticas para Minas Gerais – desafios de alta relevância e elevado potencial de impacto quanto ao desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado no horizonte dos próximos 20 anos – marca o início da terceira fase da evolução da gestão no âmbito do governo de Minas Gerais. Foram identificadas dez questões que abordaram temas referentes à educação, saúde, produção, infraestrutura, jovens, segurança, gestão pública, cidades, cooperação entre os entes federados e engajamento da sociedade. O conjunto de questões críticas compõe o núcleo da estratégia de desenvolvimento de Minas Gerais. “A definição do núcleo da estratégia de desenvolvimento resultou de uma reflexão estratégica, apoiada pelo governo, mas com amplo envolvimento de especialistas, empresários e lideranças das mais diversas áreas – todos externos ao governo e articulados em rede,” destacou Gustavo Morelli, diretor da Macroplan e gerente do projeto. Para cada um das questões identificadas foi estabelecido um conjunto de medidas com alta capacidade transformadora, que em seu conjunto produzem as transformações capazes de gerar o padrão de desenvolvimento desejado.
O estudo ainda utilizou a avaliação dos resultados decorrentes da execução do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), a elaboração de estudo prospectivo com a identificação de tendências e incertezas relevantes para a estratégia de desenvolvimento de Minas Gerais e um estudo de benchmarking de experiências inovadoras em âmbito nacional e internacional. “O foco em experiências reais mostra que as soluções são possíveis e, guardada as peculiaridades, muitas delas podem ser adaptadas à realidade mineira”, destacou Gustavo Morelli.
O projeto reuniu, de forma sinérgica, três consultorias: a McKinsey, na vertente de gestão, a Fundação Dom Cabral, na vertente de recursos humanos, e a Macroplan, na vertente estratégia. “A estratégia traduz uma visão inovadora de Estado e Sociedade, mira o longo prazo, mas seleciona o que tem de ser feito de imediato. O desafio agora consiste em avançar na implantação da estratégia de modo a consolidar uma gestão inovadora e aberta no governo e um padrão de desenvolvimento no estado com elevados níveis de qualidade de vida, prosperidade e sustentabilidade”, conclui Gustavo Morelli.