Parceria com setor privado é necessária

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13/08/2015 | O Popular (GO)
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A busca por uma gestão pública com resultados consistentes para os cidadãos deve passar, necessariamente, pela busca de parcerias com o setor privado, que deve ser visto não apenas como uma fonte de recursos extraorçamentários, mas também como quem tem importante função nos campos de controle social, transparência e monitoramento.

Esta foi a tônica da palestra Governança e Gestão: desafio para o desenvolvimento, feita ontem pelo presidente-executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Claudio Gastal, no fórum do projeto Agenda Goiás, em Itumbiara.

Gastal citou projetos em 11 Estados brasileiros dos quais o MBC vem atuando como parceiro na última década para exemplificar o que isso significa. Segundo o palestrante, eles captaram cerca de R$ 70 milhões de investimentos do setor privado, que resultaram em um retorno de R$ 14,9 bilhões.

Ponderando que 40% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro está no setor público, Gastal ressalta que a única maneira de crescer é "fazendo mais com menos".

?Chegamos ao limite em termos de carga tributária. O gerenciamento é a única maneira de fazer e os resultados estão aí, os mais significativos são conseguidos por meio de parcerias?, observou Gastal para falar sobre o modelo adotado por Goiás na gestão das unidades públicas de saúde por meio de parcerias com organizações sociais (OSs), modelo que o governo goiano levará também para a educação.

"A sociedade é cada vez mais complexa e rápida e vem exigindo mais respostas, mas o Estado só conseguirá responder a isso com gestão e inovação", afirmou ele.

Assim, o papel do líder político deve ser de liderança, com foco na governança, a longo prazo, gestão e transparência, sem perder de vista o desafio de todos, de alcançar metas com o time fazendo certo?, resumiu.

Liderança

O papel de liderança para avançar mais rápido também é destacado por Gustavo Morelli, sócio-diretor da Macroplan. Cabe ao líder, indica ele, se comunicar com a sociedade para diminuir a distância entre a expectativa por bons serviços públicos e a capacidade de entrega de resultados.

Segundo Gustavo Morelli, também compete ao líder cumprir uma agenda de forma coerente com o que se quer alcançar, com ação cotidiana focada nas metas. Tudo isso, enfatiza o sócio-diretor da Macroplan, após um sério ajuste fiscal.

Veja aqui o vídeo:http://www.opopular.com.br/editorias/agenda-goias/parceria-com-setor-privado-%C3%A9-necess%C3%A1ria-1.921411?usarChave=true

 
Boa gestão melhora desempenho

Avanços podem ser alcançados em curto prazoe sem grandes gastos, com liderança e inovação

Uma administração pública eficiente permite saltos de desempenho em períodos curtos, de dois, três anos, e sem necessidade de grandes gastos. A constatação é de Gustavo Morelli, sócio-diretor da Macroplan, e de Cláudio Gastal, presidente-executivo do Movimento Brasil Competitivo, que fizeram palestras ontem no terceiro fórum do projeto Agenda Goiás, em Itumbiara, no qual o tema central foi gestão pública.

Durante todo o dia, os problemas e desafios para o crescimento e o desenvolvimento da região Sul do Estado foram debatidos por algumas das maiores autoridades do País em gestão pública, e também por gestores públicos, consultores, professores, pesquisadores e a população em geral.

Outros dois fóruns já foram realizados, em Rio Verde, no Sudoeste, e em Formosa, com foco no Nordeste goiano. Até novembro, terão sido dez encontros, com a publicação de um caderno após cada evento, contendo as propostas de atuação para a próxima década.

O projeto Agenda Goiás é uma realização do POPULAR com apoio do governo de Goiás, da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-GO).

Direcionamento

Gastal defende que mais importante do que gestão pública é a governança, a capacidade de avaliar, com base em fatos e dados, de direcionar as ações e de monitorar os resultados. "O que acontece hoje no País é que perdemos a capacidade de ver o rumo, mas precisamos pensar agora no pós-ajuste, com mais controle social, transparência e monitoramento", defendeu.

Morelli apresentou indicadores positivos alcançados em diferentes áreas por alguns dos 27 Estados brasileiros, entre eles Goiás, primeiro lugar no Ideb no ensino médio, em 2013, quando ficou na 16ª colocação em gasto por aluno do ensino médio, enquanto São Paulo, o segundo colocado, teve gasto por aluno 106% maior naquele mesmo ano.

Na avaliação de Morelli, Goiás tem uma plataforma que torna bastante possível um salto: Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 124 bilhões em 2012, acima da média nacional, com ganhos na participação do PIB nacional (8º lugar); redução de desigualdades e da pobreza, passando de 2003 a 2013 do 7º para 5º lugar entre os Estados no coeficiente de Gini; e geração de 15 mil postos de trabalho no primeiro semestre deste ano, o que faz dele um dos poucos Estados com saldo positivo em emprego, graças à indústria e à agropecuária. O desafio agora, diz, é continuar implementando reformas para melhorar o ambiente de negócios e aprimorar a gestão, para vencer a heterogeneidade de desempenho nas diversas áreas.

Para dar saltos de excelência, aponta o diretor da Macroplan, inovar é bom, "mas não é preciso inventar tudo do zero". Ele orienta a buscar exemplos bem-sucedidos e adequá-los a cada realidade como uma estratégia de ação. "Experiências existem, temos muitos dados, mas não o costume de usá-los para melhorar". Outra estratégia mencionada por Morelli é juntar conhecimento espalhado pela sociedade organizada. "Há uma enormidade de dados e de atores espalhados"