28/11/2014
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Notícias do Dia
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Dados adicionais do amplo e completo estudo da consultoria Macroplan sobre os Estados brasileiros revela que Santa Catarina pode buscar a excelência com base em em indicadores internacionais
Um amplo e completo estudo da consultoria Macroplan comentado aqui no último dia 11 revelou que Santa Catarina tem, ao lado de São Paulo, os melhores indicadores do país em oito áreas. Esta semana a assessoria da Macroplan procurou a Panorama para repassar informações complementares que demonstram como o Estado está perto de atingir alguns indicadores de referência internacional, apesar de que em outros parâmetros ainda estamos muito distantes do ideal.
Em pelo menos um indicador Santa Catarina está melhor que a referência mundial: na taxa de desemprego. O estudo da Macroplan trabalhou com a taxa do Estado de 3,2%, de 2013, e comparou o indicador com a Alemanha, que registrava 5,3% de desemprego. O estudo revela, ainda, como Santa Catarina está próximo de outros indicadores mundiais (confira no box os comparativos).
Na avaliação do diretor da Macroplan, Glaucio Neves, apesar de Santa Catarina ser um exemplo de boas práticas e gestão no país, o Estado terá o desafio, nos próximos anos, de acelerar o próprio crescimento em um cenário macroeconômico desfavorável "Será preciso fazer mais com menos. Será necessário inovar ainda mais na gestão, definir prioridades e aançar em eficiência?,comentou.
"Santa Catarina carece de um plano de desenvolvimento de longo prazo que antecipe os desafios e oportunidades dos próximos 20 anos em tempo hábil para que se façam bons projetos e atualizem as políticas públicas. O grande desafio de Santa Catarina é ser o primeiro Estado brasileiro com indicadores de países desenvolvidos", disse Glaucio Neves, diretor da Macroplan
Santa Catarina e os melhores
Confira os indicadores do Estado apurados pela pesquisa da Macroplan e os indicadores de referência mundial:
Indicador - Posição no ranking brasileiro - Índice de Santa Catarina - Benchmark internacional
Número de homicídios por 100 mil habitantes - 1 - 12,8 - 4,5 (OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
Mortalidade infantil por mil nascidos vivos - 1 - 10,8 - 10 (padrão da OMS - Organização Mundial da Saúde)
Expectativa de vida (anos) - 1 - 77,7 - 80,6
Médicos por 1.000 habitantes - 8 - 1,7 - 3,8 (Alemanha)
Leitos por 1.000 habitantes - por 1.000 habitantes - 9 - 2,4 - 8,3 (Alemanha)
Escolaridade média dos adultos (em anos) - 4 - 8,2 - 13,3 (Estados Unidos)
Taxa de analfabetismo - 2 - 3,5% - 2% (Uruguai)
Gasto educacional por aluno do ensino médio - 16 - R$ 3.633,26 - R$ 35.000 (Suíça)
Nota no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) - 2 - 415 - 423 (Chile)
Índice de Gini (que mede a desigualdade social) - 1 - 0,431 - 0,32 (média OCDE)
PIB per capita - 5 - R$ 26.761 - R$ 67.271 (OCDE)
Desemprego - 1 - 3,2% - 5,3% (Alemanha)
Consumo per capita de energia (KWh/habitante) - 4 - 721,9 - 4.569 (Estados Unidos)
Qualidade da energia (DEC - duração em horas de interrupções por unidade consumidora) - 10 - 15,5 - 0,5 (Alemanha)
Frota de automóveis por 100 habitantes - 2 - 37 - 45,5 (Japão)
Jovens nem-nem-nem (nem estudam, nem trabalham, nem buscam emprego) - 1 - 8,9% - 8,4% (OCDE)