02/01/2009
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SRZD - Sidney Rezende
É difícil prever como será 2009, ainda mais em tempos de crise. Se no início de 2008, oito entre dez economistas diriam que o cenário internacional para os próximos dois anos seria favorável para o Brasil, hoje a resposta seria bem diferente. De acordo com Rodrigo Ventura, da Macroplan, atualmente "11 entre dez economistas" acreditam que o cenário é bem desfavorável.
Ventura disse ao SRZD que é fácil prever que a economia brasileira vai ser impactada pela crise nos primeiros meses do ano que vem. O economista comentou que há basicamente cinco canais para fazer esta afirmação: a saída de divisas estrangeiras, a desvalorização do câmbio, a queda na oferta de crédito para consumo e investimentos cada vez mais escasso e caro, a redução do custo de investimentos atraídos pela economia brasileira e a revisão do orçamento para 2009.
Segundo Rodrigo Ventura, os parâmetros calculados de acordo com o crescimento em 5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não são mais condizentes e terão que ser feitas novas análises.
No ambiente empresarial, o economista prevê que as companhias vão adiar seus investimentos e a preservação do caixa vai ser a prioridade no início de 2009."A expectativa que temos é que haja um adiamento dos investimentos", observou. Ventura ainda crê que as empresas vão anunciar mais demissões e férias coletivas nos próximos meses por conta dos prejuízos causados também pelas faixas cambiais.