03/12/2008
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SRZD - Sidney Rezende
A Vale anunciou a demissão de 1300 funcionários, concedeu férias coletivas para outros 5500, e 1200 estão sendo treinados para assumirem funções diferentes das suas originais. Estes números registram funcionários que atuam em todo o mundo.
Segundo a assessoria da empresa, estas medidas fazem parte do esforço para demitir o mínimo possível, pois eles trabalham com uma equipe muito especializada.
A empresa informou ainda que estas medidas são um ajuste para o novo cenário econômico mundial.
SIDNEY REZENDE COMENTA:
"No final de outubro, a Vale anunciou a redução na produção de min[erio de ferro em 30 milhóes de toneladas, o equivalente a 9% do total. Na primeira semana de novembro,o presidente da Vale, Roger Agnelli, participou do Summer Rio, evento para elevar o setor têxtil no Rio. Eu estava distante dele um pouco mais de um metro. O discurso foi num tom completamente otimista. De crença no futuro e na capacidade de produção da indústria brasileira. Dez dias depois ele já sinalizaa diferente. Mandou recado: "se o quadro não mudar teremos que cortar". Pela notícia de hoje, o dia chegou. E vem mais por aí... ".
OPINIÃO:
RODRIGO VENTURA, economista da Macroplan
"Este número da demissão representa 2% do total de funcionários da Vale. Indústria siderúrgica, química e de petróleo são setores mais voltados para o mercado internacional, voltados para o mercado externo. Outro fator por trás da crise: questão do câmbio. O real tem se desvalorizado bastante nos últimos meses, implicando no custo de importação das matérias-primas. Estes setores citados dependem da demanda externa, são vulneráveis à situação do câmbio e precisam importar matérias-primas."