País precisa resolver seus problemas, estabelecer e cumprir objetivos e se tornar mais competitivo
A economia brasileira desacelerou. No terceiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda de 0,5%. No trimestre anterior,o crescimento foi de 1,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para que o velocímetro volte a marcar bons números, o país precisa cumprir objetivos. Para que o país se torne mais competitivo é preciso resolver questões como baixas taxas de investimento, forte crescimento do gasto de custeio público e elevada carga tributária.
"A fase fácil do crescimento do Brasil chegou ao fim. Para o país continuar a crescer, é preciso uma nova agenda com foco principalmente na produtividade e competitividade da economia", afirma o economista Claudio Porto, da consultoria Macroplan. Para retomar o ritmo de crescimento, antes de mais nada, o país precisa preservar a estabilidade econômica, aumentando a produtividade do trabalho, ampliando a abertura da economia e expandindo a taxa de investimento."O que é mais importante e urgente é acelerar a escolaridade da nova geração. Com isso, a produtividade irá melhorar."
Outro ponto que precisa entrar na prioridade da gestão pública é o investimento em infraestrutura. "O país está todo engarrafado. É preciso remover os gargalos críticos da infraestrutura. Além disso, a gestão pública também merece atenção. O setor público retira muito da riqueza do país e não devolve na mesma quantidade",enfatiza Porto. A inflação elevada para padrões internacionais e o grau de abertura do Brasil, considerado um dos menores do mundo, também merecem atenção. A soma das exportações e importações de bens com relação ao PIB está em torno de 18%. Na China, o índice é de 70%. Já no Chile o percentual é de 80%.
"Sem políticas voltadas para a produtividade e a competividade da economia brasileira, será difícil o Brasil retomar uma expansão anual ao ritmo de 4%. A partir da próxima década, a população em idade ativa declinará e a oferta de trabalho se tornará um constrangimento maior para o crescimento econômico", diz o economista Fábio Giambiagi, do BNDES.
Análise
As questões econômicas que precisam ser priorizadas pelo presidente a ser eleito em 2014 são abordadas no livro Propostas para o Governo 2015-2018 - Agenda para um País Próspero e Competitivo, organizado por Claudio Porto e Fábio Giambiagi. A publicação reúne 24 análises e sugestões de políticas públicas elaboradas por 40 especialistas que apontam caminhos para um crescimento da economia.