Plano em discussão

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25/08/2013 | Novo Jornal (RN)
Diretor-Presidente da empresa responsável pelo programa destaca a importância do evento promovido pelo Novo Jornal, onde deve explanar primeiros dados da consultoria e aproveitrar contato para ouvir empresários.


 


Durante as três últimas décadas, o economista Claudio Porto realizou mais de 100 trabalhos de consultoria e gestão em todo o país. Diretor-presidente e fundador da empresa Macroplan, é ele que está organizando o trabalho de criação do plano de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte pelos próximos 20 anos.


A Macroplan foi contratada por R$ 2,5 milhões através de uma parceria entre a Federação das Indústrias do RN (Fiern) - representada por 50 empresas que financiaram a negociação - e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec).


O projeto nomeado como "Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte com foco em Oportunidades de Investimentos e Negócios no horizonte 2014-2034" tem como objetivo levantar todas as possibilidades de desenvolvimento econômico do estado e apresentá-las para o público interessado.


Nominado de Mais RN, o plano será concluído até o início de 2014 e terá parte de seus produtos apresentados ainda neste segundo semestre.


O Mais RN será o quarto tema discutido pelo Novo Fórum RN, marcado para amanhã, no Ocean Palace, na Via Costeira. Promovido mensalmente pelo NOVO JORNAL desde abril, o fórum tem como objetivo reunir empresários, empreendedores e formadores de opinião que atuam em terras potiguares para conversas em torno do desenvolvimento potiguar.


Durante as três primeiras reuniões os integrantes do fórum debateram sobre os modos de reverter a insegurança jurídica instalada no Rio Grande do Norte, o uso da Arena das Dunas após a Copa do Mundo de 2014 e a interiorização da indústria potiguar, em especial na área de confecção. Nos três casos, com palestrantes de peso.


O Novo Fórum servirá de plataforma para a largada segunda etapa do trabalho de construção do Mais RN. Após tomarem o mês de julho para o levantamento de informações de caráter macro sobre o estado - indicadores demográficos, sociais e econômicos, por exemplo -, a equipe de cinco consultores passará a ouvir empresários e especialistas da área econômica potiguar.


E amanhã será a primeira vez que isto acontecerá durante o trabalho. "O Novo Fórum será uma excelente oportunidade para colhermos informações, opiniões e críticas sobre o nosso trabalho. Será o primeiro passo da segunda etapa da construção do plano", revela Claudio Porto.


O momento que será inaugurado pelo fórum também consiste no aprofundamento dos dados apurados na pesquisa preliminar. "Iremos aprofundar o diagnóstico sobre o estado. A ideia é saber as razões da dificuldade financeira e quais grandes barreiras aos negócios privados. Para isso contaremos com a participação de equipes técnicas da Fiern, da Sedec e da inteligência potiguar também", aponta o diretor-presidente da Macroplan.


Como forma de complementar o trabalho, a empresa lançará por volta da primeira semana de setembro uma pesquisa online sobre o quadro econômico potiguar.


INOVAÇÃO


Experiente na área de consultoria, Claudio Porto destaca que o Mais RN tem um caráter inovador com relação aos projetos similares que conduziu em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, que se somam a Pernambuco, onde o trabalho foi iniciado recentemente.


O diferencial do Rio Grande do Norte, segundo o economista, diz respeito à visão de quem patrocina o trabalho. "O plano parte da ótica do setor privado, apesar de ser feito em cooperação com a Sedec, e também é financiado pelas empresas. O objetivo do Mais RN é descobrir maneiras de como se pode fazer um ambiente mais propício para gerar oportunidades ao setor. Em Pernambuco, por exemplo, a agenda construída é pública, pois a liderança é do Governo do Estado", disse Porto.


O diretor cita o caso do Espírito Santo, tido como um dos maiores sucessos da empresa de consultoria e realizado na década passada, como exemplo de que o entrosamento entre o público e o privado é essencial para que o trabalho funcione bem. "A parceria entre as entidades e o governo local ajudou muito a identificar as prioridades e a alcançar o equilíbrio fiscal e financeiro do poder público. Assim, foi possível ver um crescimento de investimentos públicos, enquanto o Rio Grande do Norte foi no caminho inverso. O cenário aqui é de 'quase depressão'", analisa o economista.