Estudo da consultoria Macroplan estima PIB de 4% só para 2014

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22/02/2013 | Valor Pro
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Às vésperas de o IBGE divulgar o PIB de 2012, a consultoria Macroplan projeta três cenários para o crescimento da economia no biênio 2013/2014: um mais otimista, um pessimista e, outro, uma mistura dos dois, apesar de considerar que há incertezas em relação aos rumos da economia brasileira face o baixo desempenho no ano passado.

No cenário mais pessimista desenhado pela Macroplan, o PIB mantém a trajetória de baixo crescimento, em torno de 2%, em 2013, e 2,5% em 2014. Pela previsão mais otimista, o PIB cresce em torno de 3,5% em 2013 e 4% em 2014, embora persistam inflação alta e forte apetite tributário, como destaca o estudo da consultoria.

O presidente da Macroplan, Claudio Porto, responsável pelas projeções, desenha um terceiro cenário - um misto dos dois - para o qual estima 50% de probabilidade de acontecer. Segundo ele, os dois primeiros têm 25% de chance cada um.

No cenário intermediário, Porto trabalha com uma taxa de crescimento mais baixa em 2013, de 2%, dobrando para 4% em 2014. "Prevejo em 2013 a economia acelerando um pouco e ganhando pique em 2014, ano eleitoral. Esse processo de retomada virá a partir do fruto do amadurecimento dos efeitos dos estímulos governamentais ao investiemnto e de uma redução do endividamento e da inadimplência das famílias", avalia a consultor.

Tais fatores, a seu ver , vão alimentar expectativas mais favoráveis dos investidores, principalmente para 2014. Mas o que vai garantir, em boa parte, a retomada do investimento nos próximos dois anos, na perspectiva de Porto, é a "carteira inteligente de projetos de infraestrutura" da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), criada pelo Governo e tocada, em boa parte, com capital privado.

O novo modelo deve reacender a confiança dos empresários, que andou abalada por conta das ameaças de intervencionismo estatal na economia, segundo a consultoria. "A confiança dos empresários está sendo retomada. Com isso, a taxa de investimento pode expandir em 2013 moderadamente, mas pode acelerar para 5% ao ano, a partir de 2014", projeta Porto.

O pano de fundo internacional do cenário mais provável é de uma conjuntura de acomodação e melhora do ambiente global a partir da vitória de Obama nas eleições americanas e solução para o "abismo fiscal", do sucesso no processo de sucessão presidencial na China e certa aquietação das confusões européias, apontando para o fim das ameaças de países da região de romper com o euro.

Para Porto, as chances da economia crescer 4% este ano não estão mais sendo cogitadas por ninguém. "As apostas maiores são para 2014".