Depois reclamam que é implicância. O poder Legislativo é reprovado, recebe nota 4,2. E olha que quem fez esta avaliação entende do que estão falando. Ela consta de pesquisa realizada na primeira semana de abril, pela consultoria Macroplan, em Brasília, durante o II Congresso Nacional de Gestão Pública com profissionais da área de gestão e planejamento das esferas municipal, estadual e federal. Em seguida vêm os pequenos municípios, com nota 4,5, o poder Judiciário, com 5,1, e as capitais e grandes cidades, com 5,8. Escaparam de tomar bomba, mas passaram raspando, o governo federal, com 6,2 e os governos estaduais. Dos 80 entrevistados, 44% atuam na esfera municipal, 22% na esfera estadual, 12% no governo federal, 7% em autarquias, fundações ou instituições públicas, 5% no poder Judiciário e 11% em empresas e organizações do terceiro setor com atuação direta junto aos governos.
Presidente da empresa de consultoria, Claudio Porto destaca que um dos grandes gargalos para o desenvolvimento do país é a qualidade da gestão pública. "A boa gestão exige visão de longo prazo que seja capaz de orientar, de fato, as ações governamentais e induzir projetos privados. Apesar de inúmeros avanços, principalmente em governos estaduais, ainda não se conseguiu dar o passo decisivo e suficiente para conduzir o Brasil a um patamar mais elevado de gestão pública", analisa.
Se servir de consolo, Minas Gerais está bem na fita, com a gestão aprovada por 71,4% dos entrevistados. São Paulo vem em seguida, com 61%. Os demais estados (só 15 foram citados) também levaram bomba, ficaram abaixo de 50%.No caso de Minas Gerais, Claudio Porto avalia que é "o estado que melhor exibe os resultados de um trabalho com planejamento de longo prazo na profissionalização da gestão". Antes isso.