Tam e Luiza Viagens vão atrás de novos turistas

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02/12/2010 | Brasil Econômico
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Passagens mais baratas e pacotes direcionados a públicoe menor poder aquisitivoNo próximo ano, 1,7 milhão de pessoas da classe D viajarão de avião pela primeira vez. Consideradas todas as classes sociais, o número sobe para 10,7 milhões, pelas estimativas do instituto de pesquisa Data Popular. O número despertouo interessede empresas como a Tam, que tenta vencer o rótulo de empresa aérea voltada para altos executivos. “Queremos mostrar que isso não é verdade,que a Tam é para todo mundo”, afirma Manoela Amaro, diretora de marketing da companhia. A primeira iniciativa neste sentido foi abrir lojas-piloto dentro de uma das principais varejistas brasileira, a Casas Bahia. Segundo Manoela, o modelo está dando certo e a previsão é expandir o número de pontos de venda.
Para dar acesso a quem nunca voou, a empresa pretende aumentar a demanda em horários ociosos. “O pico dos voos é de 7h às 11h e de 17h às 19h.O que estamos fazendo é oferecendo uma passagem mais barata nos horários alternativos”, diz Manoela.
Há cinco meses a empresa segue a estratégia de expansão e se dedica exclusivamente às classes emergentes. Em 2006, a Tam tinha apenas 6% de seus passageiros fazendo sua primeira viagem de avião, para o próximo ano a expectativa é que esse número chegue perto de 12%.
Diversificação
A varejista Magazine Luiza também percebeu o interesse da classe D por lazer. Luiza HelenaTrajano, presidente da rede, lançou, em outubro e sem alarde, a Luiza Viagens. A empresária diz que é um projeto-piloto,mas que o sucesso conseguido com apenas três lojas, em pouco mais de um mês,

a faz ter planos de expansão.
O potencial do segmento, porém, pode ser barrado pela crise aeroportuária. Segundo Alexandre Mattos, diretor da consultoria Macroplan, os aeroportos brasileiros não têm estrutura para o aumento de passageiros. Segundo ele, de 2003 a 2009, a movimentação subiu 87%. Na opinião de Mattos, é necessário investimento privado em novos terminais ou na ampliação dos existentes. “Os aeroportos brasileiros já operam no limite e, com as passagens baratas, o problema se agrava. Sempre que isso acontece, a solução imediata é as companhias aumentarem o preço, diminuindo a demanda”, afirma

o consultor. �¡ A.V.A.