18/12/2010
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A Gazeta
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fiogf49gjkf0d O desafio do Espírito Santo daqui para frente é a boa gestão das oportunidades.Há uma herança bendita no Estado
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Melhorar distribuição da riqueza, investir em Saúde e consolidar gestão pública estão entre as maiores prioridades para 2011Perto do ano novo, com novos governantes eleitos e vivendo uma conjuntura política e econômica estável, o capixaba vai começar 2011 com perspectivas de mais conquistas rumo ao desenvolvimento. A boa notícia faz parte de um estudo exclusivo da consultoria Macroplan Prospectiva, Estratégia & Gestão: "O nosso momento é de gestão de oportunidades", diz o presidente da empresa, Cláudio Porto.
Partícipe da gestão do governador Paulo Hartung com atuação direta no planejamento estratégico ES 2025, a Macroplan traça cenários positivos para o Espírito Santo a partir do governo Renato Casagrande (PSB). Mas para chegar lá precisamos vencer três grandes desafios de médio e longo prazos, que vão da melhor distribuição da riqueza gerada aqui, passam pelo investimento em qualidade de vida (Mobilidade Urbana, Saúde e Segurança) e alcançam a consolidação da gestão pública de qualidade, inclusive nas prefeituras.
Os caminhos para a competitividade começam com a tarefa de internalizar a riqueza produzida no Estado e distribuí-la melhor com a população e as empresas aqui sediadas. "O Brasil e o Espírito Santo melhoraram muito nos últimos anos, num processo de herança bendita que nada lembra a situação calamitosa de 2003. O Espírito Santo está reestruturado, turbinado pelo forte dinamismo do petróleo e da exportação de commodities e com um caixa invejável", contextualiza Cláudio Porto.
Para o desafio de distribuição da riqueza, é preciso converter boa parte da capacidade de investimento do Estado em Educação e Infraestrutura. "O impacto será mais durável, e tudo o que se fizer será pouco. O Estado tem recursos suficientes para passar outros Estados, em médio prazo, em níveis de Educação", ressalta Alexandre Mattos, diretor associado da Macroplan.
Ensino profissional
As estratégias nessa direção passam por manter programas da atual gestão, ampliar o ensino infantil, intensificar parcerias governo-empresas, criar bolsas de estudo e inovar. Outro foco aponta para investimento no ensino profissional, de forma a empregar a mão de obra local no ciclo econômico do petróleo, da construção civil e da siderurgia.
No desafio da qualidade de vida, o crescimento tardio da Região Metropolitana permite, segundo Porto, trabalhar alternativas viárias e criar centros de serviços, no formato de cidades polinucleadas. Já na Saúde, avalia Mattos, o Estado investiu nas bases estruturais. "Agora, é consolidar melhorias no atendimento e na capacidade das redes estadual e municipal". Para ele, a atual expansão do sistema prisional abre portas para investir nas polícias e na inteligência policial.
Indicadores de primeiro mundo daqui a 15 anos
"Pela conjuntura econômica e social atual, é possível ao Espírito Santo ser, daqui a 15 anos, o primeiro Estado brasileiro a conseguir indicadores de primeiro mundo em diversos setores, como Educação, Meio Ambiente, renda per capta elevada, Segurança, sistema de Saúde acessível e uma metrópole bem equacionada", assegura Alexandre Mattos, diretor da Macroplan.
Mas isso não ocorrerá por inércia, pondera. Há novos desafios de inserir a população nessa prosperidade e de espraiar o desenvolvimento político e institucional aos municípios, "num movimento moderno de gestão pública iniciado no Plano Real".
Essa ação para amplificar resultados, sugere Cláudio Porto, presidente da consultoria, poderia contemplar condicionantes para repasses estaduais aos municípios, como setores de gestão de projetos mais livres de indicações políticas. Outro passo é fortalecer médias empresas capixabas com novas formas de negócio, capitalização e tecnologia, via atuação de entes estatais como Bandes, Banestes e a Secretaria de Desenvolvimento.
Ser economia diversificada e de maior valor agregado, sustentada pelo capital humano e institucional de alta qualidade, requer perseguir os três desafios do Estado, avalia Porto. "Caso contrário, há risco de perder o foco na tentação de dispersão".
Duplicação das BRs e conclusão do aeroporto
As políticas públicas para o Estado alcançar novos patamares de competitividade passam por problemas conhecidos dos capixabas. "Primeiro, é preciso “desengargalar” a infraestrutura, como a duplicação da BR 101, ampliação da BR 262, conclusão das obras do aeroporto de Vitória e dragagem do porto da Capital", frisa Cláudio Porto. Com um déficit histórico sendo superado, o prognóstico positivo inclui o desafio do planejamento urbano na rota do pré-sal, por meio de royalties e de investimento direto.
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1º. desafio
Fazer com que as empresas e a população capixaba se apropriem de uma melhor distribuição da riqueza gerada no Estado
Para o presidente da Macroplan, Claudio Porto, o momento é de gestão de oportunidades , com uma “herança”turbinada pelo forte dinamismo industrial do petróleo e das commodities. O Estado, avaliou ele, também superou a crise sistêmica recebida em 2003 e teve um avanço político administrativo na gestão Hartung. Assim, o desafio dos próximos governos é aproveitar este potencial, qualificar mão de obra, investir pesadamente em Educação, manter programas em andamento e fazer com que a riqueza do estado seja melhor distribuída aqui. Essa riqueza cresceu, mas as pessoas não conseguiram melhorar de vida na mesma velocidade, frisa Alexandre Mattos, diretor associado da Macroplan. Também é preciso fazer médias empresas “surfarem nesta onda”, ante a constante vinda de profissionais de fora para atuar na cadeia produtiva local.
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2º Desafio
Melhorar a qualidade de vida da população
Para isto é preciso investir em mobilidade urbana, Saúde e Segurança Pública, frisa Porto. A mobilidade, por exemplo, seria facilitada por conta do crescimento tardio da Capital. Dessa forma, para evitar grandes bolsões de miséria, uma alternativa é pulverizar industrias e centros de serviço pelas cidades da Grande Vitória
Já a Saúde precisa de parcerias do governo local com municípios e a união, capacidade hospitalas, prevenção. É preciso usar melhor isso e melhorar o atendimento. Para a Segurança Mattos cita a expansão do sistema prisional, que já ocorre no ES, o investimento em forças policiais e na inteligência das policias e o controle policial in loco 24 horas de focos de criminalidade na Grande Vitória. Porto diz que é preciso agregar estudiosos da Segurança nessa área.
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3º desafio
Consolidar a gestão pública de primeira qualidade, estendendo-a às prefeituras do Estado
Para a Macroplan, a gestão pública técnica deve também chegar às prefeituras. Ele considera essencial a permanência da Secretaria Extraordinária de gerenciamento de Projetos (que deve ser extinta no governo Casagrande), que comandou programa de R$2 bilhões de investimentos em 2009/2010. Essa rede é integrada a todas as pastas de governo e tem padrões de desempenho acima da média nacional, frisa Porto. Ele sugere que os repasses às prefeituras sejam condicionadas ao funcionamento de escritórios desse tipo nos municípios
“O desafio do
Espírito Santo
daqui para
frente é a boa gestão
das oportunidades.
Há uma herança
bendita no Estado”
CLÁUDIO PORTO
PRESIDENTE DA MACROPLAN