Cenários para a questão ambiental vão do otimismo à inércia

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03/11/2009 | Brasil Econômico
Há dois cenários para o Brasil entre 2009 e 2015 em relação à questão ambiental no pós-Copenhague. O primeiro, mais otimista, em que as oportunidades ecológicas se multiplicam. Já o segundo, bem mais provável, é aquele em que a inércia domina.Na possibilidade mais positiva, Alexandre Mattos de Andrade, da consultoria Macroplan, acredita que as mudanças climáticas são tratadas como um problema urgente e há um engajamento internacional maior no controle de emissões. Assim, as principais economias emergentes da atualidade e que formam o acrônico Bric ( Brasil, Rússia, Índia e China) também assumem seus compromissos para a redução de gases estufa.

No Brasil, ocorre um choque de gestão e regulação ambiental com forte parceria público-privada. Uma gestão inovadora, com fomento intensivo à "economia verde" é adotada. O governo brasileiro consegue elaborar e implementar um programa robusto de redução do desmatamento, com sua redução progressiva e significativa. Andrade lembra que ainda pode haver uma multiplicação de iniciativa de conservação e uso rentável da biodiversidade, inclusive com desenvolvimento de oportunidades de negócios ligados à "economia verde".

Bom, mas nem tanto
No entanto, no cenário considerado mais provável, o mundo e o Brasil fazem apenas pequenos avanços na agenda ambiental .A maioria dos países não estabelece metas multilaterais e compulsórias para a redução de gases estufa. O Brasil não prioriza a agenda florestal e vive uma relação conflituosa entre ambientalistas, setores econômicos e o estado, sendo alvo de pressões internacionais.
Como resultado observa-se a continuidade de elevado patamar de desmatamento e de emissões por uso do solo.

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DUAS VISÕES
1

Salto para o futuro
Todos os países se juntam para acertar um acordo de redução das emissões de GEE, inclusive os emergentes mais poluidores - atualmente China, Brasil, Rússia e Índia. O entendimento também tem uma adesão ampla dos Estados Unidos

2
Crescimento inercial
A resposta internacional se dá por meio de agendas ambientais independentes e voluntárias em cada país. Os avanços são muito díspares reduzindo os benefícios globais das ações e intensificando o atrito diplomático sobre o tema.